Conferências - Música & Arte

Conferências - Música e Arte

Além de suas atividades regulares – os cursos, as aulas e atendimentos individuais – o Landmark mantém um calendário de palestras e eventos especiais, algumas delas desdobramentos de outras atividades desenvolvidas, e outras cuja finalidade é estender a formação dos alunos do Centro de Estudos. Algumas palestras são realizadas pelos próprios integrantes do Centro, enquanto outras visam propiciar o encontro e o intercâmbio com o que ainda há de melhor em termos de vida inteligente no Brasil.

 
  • Ângelo Monteiro - 2010 (2)
    Ângelo Monteiro
    Professor: Ângelo Monteiro
    Palestras realizadas em 10 e 11.12.10

    Em dezembro de 2010, nos encontramos pela primeira vez com o poeta e ensaísta alagoano Ângelo Monteiro, que veio a Curitiba para ministrar duas palestras: "A Poesia como Chave de uma Autobiografia Interior" e "A Filosofia e a Poesia além de uma Leitura Crítica". Na primeira, ouvimos acerca da trajetória biográfica do poeta que, de Penedo a Recife, passando por Gravatá, confunde-se de tal maneira com a atividade poética que, nas palavras de Ângelo, "não sei qual das duas é mais real do que a outra, ou mais plena de si mesma". E conclui: "Na poesia, como nas histórias de fadas, não sei se consegui exorcizar a maioria dos fantasmas ou, pelo menos, iludir as bruxas e os dragões que se postaram no meu caminho. Mas acredito que, segundo os Evangelhos, as promessas da poesia — quem sabe? — poderão um dia ser realizadas na eternidade."

    "A Filosofia e a Poesia além de uma Leitura Crítica" como que fundamenta a primeira palestra. Nela, Ângelo começou por mostrar a anterioridade do discurso mitopoético na história cultural, e terminou com um apelo a homens que vejam na transcendência a sua "herança inalienável" e que portanto se sacrifiquem — pela religião, pela poesia, pela filosofia — e entreguem algo que se sobreponha "ao ramerrão mais miserável dos dias". Sem o fogo sagrado, sem a dimensão poética, sem o alcance filosófico, disse ele, uma cultura "não pode ser chamada de cultura, a não ser num sentido bastante secundário".

     

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  • Ângelo Monteiro - 2011 (1)
    Ângelo Monteiro
    Professor: Ângelo Monteiro
    Palestra realizada em 06.11.10

    Em novembro de 2011 recebemos pela segunda vez o poeta Ângelo Monteiro, que brindou seus ouvintes com uma conferência interessantíssima intitulada "A Arte como Outra Forma de Graça".

    A experiência da beleza é uma necessidade que “pesa” sobre a “insuficiência ontológica” humana; a arte, um meio de realização reclamado por essa insuficiência mesma. Essa necessidade de influxos vindos dos céus é fonte de um tipo peculiar de sofrimento: o sofrimento que apresenta sempre “um sentido que escapa à nossa compreensão, a ponto de transcender toda tentativa de explicação lógica”. A sensibilidade é um delicado ponto de contato entre a realidade exterior e o universo de experiências do artista, que é movido e formado pela realidade, proporcionando-lhe a ocasião de dar à luz ao que gestou em segredo, de atualizar o virtual, de comunicar o que antes era silêncio.

    A oportunidade de estar com Ângelo mais uma vez, em contato com sua pessoa e sua arte, foi um desses momentos de beleza, uma experiência de que a graça ainda jorra nesse solo árido da mediocridade e malignidade que impera na desditosa cultura nacional.

     

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  • Ângelo Monteiro - 2012 (1)
    Ângelo Monteiro
    Professor: Ângelo Monteiro
    Palestra realizada em 01.07.10

    "Uma Arte para além do Desastre", conferência ministrada por Ângelo Monteiro em 2012, vem na esteira do seu livro Arte ou Desastre, publicado em 2011 pela É Realizações. “Sem o divino, o sagrado, ficam cortadas as raízes éticas e estéticas de uma civilização”, insistiu Ângelo, mostrando como à crise espiritual em que se debate alucinadamente a humanidade desde há um século, segue-se a inexorável débâcle da arte, que se divorcia dos valores e, por isso mesmo, vê sua essência mesma dissolver-se no caldo ralo da “desconstrução”, da “idéia”, do “conceito”, na “transgressão”, liquefazendo-se no nada que escorre até estagnar-se preguiçosa e apatetadamente no urinol de Duchamp.

    A neutralização dos valores só pode ocorrer numa civilização que despreza seu criador, e nela, a beleza já não mais pode ser experienciada; a arte é substituída por algum produto qualquer que sirva para a paralisia do espírito:

    "Como não poderia deixar de ser, o desprezo pela excelência vem se constituindo no mais portentoso aliado do nivelamento, com o concurso de todas as subserviências por parte não só de intelectuais, mas de instituições, como empresas de comunicação, academias e finalmente as próprias universidades, pois até as dissertações e as teses nelas defendidas quase não mais resultam de pesquisa pessoal, mas de reproduções da pauta do momento que, travestidas de exigências metodológicas ou de necessidades sociológicas, nada mais refletem que as ondas passageiras de idéias programáticas e a desarticulação mental dos ideólogos de plantão".

    Ângelo mostra ainda como a ideologia marxista vê com olhos ávidos esse processo de nivelamento acachapante que está em marcha e para o qual serve ela mesma de motor, analisando obras de teóricos do marxismo, e fala da calamitosa situação da arte nacional, resgatando as origens do nefando processo na “babaquice modernista”.

     

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